quinta-feira, 31 de julho de 2014

Premonição

Sob um céu noturno Com as estrelas como testemunhas; Com o som de um riacho correndo livre ao fundo; Com o vento que brinca entre as árvores chamando à vida; O corpo permanece estático, vazio, indiferente... Sua alma vaga por eras, pelos tempos, pelas lembranças, Buscando um sentido, uma fagulha de razão na atitude dela, Mas em vão, tudo em vão... Seu empenho, seu amor, sua entrega, seus esforços. Tudo isso não teve, ou terá, significado para ela. Seu coração blindado, Sua razão inquebrantável; Sua frieza intransponível; Não deixaram que ele pegasse seu coração de volta; Não deixaram transparecer um ínfimo sorriso, Que seria o bastante para aquecer a triste alma despedaçada pela ilusão... Agora, estático, vazio e indiferente, um coração permanece jogado no chão. Lamentando que, assim como o brilho da Lua, Seu chão desapareceu no crepúsculo de uma tarde primaveril.

Nenhum comentário: